E-readers: entre páginas e telas
Um ‘multiverso’ literário em todos os lugares
A leitura passou por muitas ressignificações ao decorrer dos anos, modificando, inclusive, a sua forma de reconhecimento convencional, e por sua vez, o meio pelo qual é possível ler.
O que antes somente era entendido por meio das páginas de jornais e de livros impressos, passou a ser abraçado por outros meios de comunicação com a chegada da digitalização e dos primeiros e-books, nos anos 70.
Contudo, os dispositivos digitais, como os computadores, apresentavam problemas comuns entre eles, tais quais ainda enfrentamos nos dias de hoje, como: a fácil dispersão devido a disseminação de diferentes conteúdos e o cansaço visual causados pela interação direta com a luz.
Por isso, surgiram os e-readers (ou leitores eletrônicos), que inicialmente, nos anos 90, não se mostravam uma opção viável, mas após a chegada das tintas eletrônicas (e-ink), que imitavam a superfície do papel, passaram não apenas a serem mais aceitos, como revolucionaram o mercado literário.
Uma biblioteca em qualquer lugar
A chegada do primeiro Kindle, em 2007, contribuiu muito para o aumento de leitores que passaram a usufruir das diferentes possibilidades que o universo digital também pode proporcionar, visto que o dispositivo realmente se propunha a ser uma ‘biblioteca na palma da mão’, com capacidade para armazenar, inicialmente, 200 e-books.
Conforme o desenvolvimento dos dispositivos, atualmente é possível ter uma biblioteca com mais 6.000 obras, dependendo do estilo de leitura, que individualmente, são mais baratos que suas versões físicas, mesmo quando vendidos pela internet.
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Essa possibilidade facilitou a integração da leitura à rotina, sendo que agora é possível ler qualquer livro em qualquer lugar, inclusive no transporte público, transformando não apenas a vida dos leitores de literatura, mas dos estudantes que utilizam dos intervalos de tempo no transporte para complementar a rotina de estudos.
Dois caminhos e uma jornada
Entre grande parte dos leitores ainda há uma forte preferência e busca pelos livros físicos, principalmente pela experiência, tanto do usufruto tátil e de imersão, quanto na estética que acompanha o livro físico, além do ‘cheiro de livro novo’ reconhecido por diversos leitores.
O apreço pela obra física, mesmo com o avanço da tecnologia, não foi deixado, mas mesclado a praticidade e coexistindo em um mundo que atrai a tecnologia como uma ponte que influencia a leitura e estimula o desenvolvimento de uma sociedade mais crítica.
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